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A elevação orográfica é o mecanismo principal - quando ar úmido bate numa cadeia de montanhas, é forçado para cima, esfria enquanto sobe, e deixa cair a maior parte da sua humidade como chuva no lado de barlavento. Quando esse ar atravessa o pico e desce no lado de sotavento, já se secou bastante, então o lado oposto acaba muito mais seco. Isso cria o que se chama efeito de sombra de chuva.

O lado de barlavento leva uma saraivada de precipitação porque o ar continua a subir e a esfriar continuamente enquanto sobe. Uma vez que ultrapassa a montanha e começa a descer do outro lado, o ar aquece de novo - e ar quente consegue reter mais humidade, então não deixa cair chuva. Em vez disso tens desertos ou regiões semi-áridas no lado de sotavento mesmo que o lado de barlavento seja exuberante e húmido. Vês este padrão em toda a parte: as Cascatas no Noroeste do Pacífico, as Rochosas, os Alpes. Os declives ocidentais enfrentam ar úmido do oceano e ficam encharcados; os declives orientais são completamente áridos.

O efeito fica mais dramático com montanhas mais altas e sistemas meteorológicos mais fortes a empurrar humidade para o interior. Uma cadeia realmente alta pode criar uma disparidade massiva - um lado verde e florestado, o outro lado castanho e com arbustos secos apenas a alguns quilómetros de distância. É uma daquelas coisas que moldam ecossistemas inteiros e padrões de assentamento sem a maioria das pessoas perceber que há um nome específico para o que está a acontecer.

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