Minha filha está se preparando para o OGE e não sabe como organizar o tempo

Minha filha está no 9º ano, o OGE está em seis meses, mas ela não consegue se organizar. Tentou baixar aplicativos tipo Yandex.Uchebnik e estudar por eles, mas abandona depois de uma semana. Será que é melhor contratar um professor particular ou existe alguma forma de preparação que já foi testada?

7 respostas

★ Melhor resposta

O problema não está nos aplicativos, mas no fato de a menina não ver o resultado dos seus esforços e estudar no vazio. Tentem juntos montar um plano para um ou dois meses (quais temas revisar e quando, quando fazer simulados), dividir em pequenos pedaços e marcar o que foi feito - quando você vê progresso, fica mais fácil não desistir.

Um professor particular faz sentido se ela não entende de uma matéria específica, mas se é só uma questão de organização, primeiro ajudem em casa a descobrir o que exatamente não está dando certo. E se estamos falando de motivação - aí precisa de uma conversa honesta sobre o que ela precisa do certificado e para onde ela quer ir depois, sem pressão.

Seis meses são suficientes, mas só se ela dedicar pelo menos uma hora por dia de forma sistemática. O principal não é o plano em si, mas sua filha acompanhar o progresso. Aconselhe-a a resolver testes e contar os pontos com honestidade, em vez de apenas ler a teoria. Quando você vê que em um mês o resultado subiu de 45 para 60 pontos, fica muito mais fácil estudar. Um professor particular ajuda se a pessoa já está disposta a sentar e trabalhar - no caso dela, o ideal é primeiro resolver a questão da motivação e da rotina.

O principal é ajudá-la a entender para quê exatamente ela está se preparando. Não "porque precisa", mas de verdade: qual matéria é necessária para a inscrição, que notas o curso escolhido exige, por que isso é importante pessoalmente para ela. Quando o objetivo não é abstrato, mas concreto, a motivação dura mais do que um ou dois meses.

Da prática: uma hora por dia funciona apenas se for realmente todo dia, não "quando der". Recomendo usar um rastreador simples - no telefone ou no papel mesmo - só um check "estudei hoje". Parece óbvio, mas ver uma sequência de dias cumpridos motiva muito. E aqui o importante é consistência, não façanhas: melhor 45 minutos todo dia do que quatro horas uma vez por semana.

Com ou sem professor particular - isso é secundário. Se ela tem lacunas na compreensão do conteúdo (e não só preguiça), o professor particular ajuda a acelerar. Mas se o problema é só falta de organização, uma hora por dia com os mesmos livros ou um site de exercícios vai dar resultado. O principal é que seja uma escolha dela, não uma exigência dos pais.

Tente tornar o processo visível: crie um calendário compartilhado (seja em papel na parede, seja no celular) e marque cada dia em que ela estudar pelo menos meia hora. Isso funciona melhor do que qualquer aplicativo - a pessoa vê o que já acumulou, não quer quebrar a sequência, e a motivação cresce naturalmente.

Professor particular faz sentido só se sua filha realmente quer ou se ela tem lacunas específicas no conhecimento, e não apenas preguiça de se organizar. Quem não consegue se forçar a estudar uma hora por dia sozinho vai procrastinar com professor também, enquanto ele estiver perto.

É normal que sua filha abandone os aplicativos depois de uma semana, porque eles funcionam como jogos vazios, sem conexão com a realidade. Eu sugeriria uma abordagem diferente: peguem provas reais do OGE de anos anteriores, resolvam juntas e depois vejam quais temas específicos não estão indo bem. Aí é só focar a preparação nesses temas - assim fica claro logo de cara por onde o score sobe. Um professor particular só faz sentido se a garota está realmente pronta pra isso, mas enquanto ela não vê o sentido em se preparar de jeito nenhum, um professor particular só vai gastar o seu dinheiro.

O professor particular ajuda, mas não é panaceia - tudo depende se a própria garota está disposta a estudar. Os vizinhos tiveram uma situação parecida: contrataram um professor de matemática, mas a filha continuava se distraindo e não fazia o dever de casa. Não tinha jeito enquanto eles não descobriram que ela não entendia por que precisava fazer esse exame e o que fazer com o resultado depois.

Quando surgiu um objetivo real (entrar em uma escola técnica específica onde precisavam de notas boas), ela começou a estudar muito mais de boa vontade. O professor particular fez sentido nesse caso porque havia motivação. Se sua filha já sabe exatamente o que precisa fazer depois do 9º ano, vale a pena tentar um professor particular nas matérias mais difíceis. Se não sabe - primeiro resolvam isso, aplicativos não vão ajudar.

O erro mais comum é a sua filha estudar uma matéria por uma semana, depois mudar para outra, e acaba tudo se misturando na cabeça. Em meio ano é possível se preparar direito, só que é preciso estudar todas as matérias em paralelo ao mesmo tempo, mas em pequenas porções.

O que realmente funciona é dividir cada matéria não por temas, mas por tipos específicos de exercícios. Por exemplo, em português - um dia só ortografia, outro só pontuação, outro só redação. Assim o cérebro se acostuma com um tipo de trabalho, e consegue entender melhor. Os aplicativos falham porque tá tudo junto, e não fica claro qual é o objetivo do dia 😕

Quanto ao professor particular - se a sua filha não consegue se organizar sozinha, o professor pode ajudar a estruturar exatamente isso. Mas só se o professor não fica só ensinando conteúdo, e sim realmente a ensina a planejar. Senão depois nas aulas na universidade ela vai ter a mesma história. Talvez seja bom começar com algumas sessões só para montar um plano junto com alguém de fora - às vezes funciona melhor que suas tentativas de convencer.

Sua resposta

Entrarpara responder.