Quantas vezes por mês você faz viagens longas, tipo mais de 200 km de uma vez?
Porque esse é o ponto real. Se seus deslocamentos são principalmente urbanos ou regionais e você consegue carregar em casa, aí sim, o elétrico faz sentido mesmo com os preços ainda altos - os custos de manutenção e operação são uma fração do que você gasta agora em gasolina. Mas se você é aquele que de vez em quando faz Roma-Milão sem passar por postos de recarga confiáveis, a realidade é que na Itália ainda estamos bem atrasados nessa frente, especialmente no Centro-Sul. Os tempos de recarga rápida melhoraram mas não são o que você lê na internet quando fala a fabricante.
Um ponto que os outros não tocaram o bastante: confira bem os custos de seguro e de bateria. Se o carro sair da garantia do fabricante e a bateria começar a perder capacidade, substituir custa uma fortuna - não é como trocar o filtro de óleo. E os seguros para os elétricos ainda têm um prêmio chato em muitos casos, mesmo que esteja caindo. Calcule tudo isso no custo total de propriedade, não só o preço inicial.
Se você ficar com o carro por 8-10 anos e fizer principalmente trajetos que a bateria cobre com facilidade, provavelmente você sai ganhando. Mas não é uma decisão que se faz olhando só a tabela de preços - é preciso realmente ver como você o usa.