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Microcimento e azulejo não são coisas totalmente comparáveis, porque são abordagens diferentes de acabamento, não apenas opções de preço diferentes do mesmo produto. Microcimento realmente fica estiloso e cria uma sensação de monolitismo, mas no banheiro exige manutenção constante: precisa atualizar regularmente o revestimento protetor (cera ou poliuretano), senão vai começar a absorver umidade e pode escurecer ou surgem microfissuras. Em termos de dinheiro, sai mais ou menos como um azulejo bom ou até mais caro, considerando a necessidade de um especialista para aplicação e atualização periódica da proteção.

Se você está preparado para essa manutenção e quer mesmo aquele visual minimalista sem rejuntes, então sim, vale a pena. Mas se você está contando com aquela facilidade de cuidado do tipo azulejo - melhor ficar com azulejo mesmo, com sinceridade.

O principal sobre microcimento no banheiro é que ele exige uma preparação e aplicação corretas, senão realmente vai trincar e descascar. Não é simplesmente um material que você pode espalhar na parede como cola de azulejo. Você precisa de um bom primer, da umidade certa na hora da aplicação, de um revestimento protetor por cima - e se qualquer coisa sair errada, o resultado vai ser lamentável. Vi numa amiga no banheiro um microcimento que começou a trincar em apenas seis meses porque o mestre economizou no primer.

Mas se tudo for feito direito, o revestimento é realmente bonito e não dá trabalho na limpeza - lava só com um pano úmido, sem aquelas frestas e rejuntes onde acumula mofo. Em termos de preço, sai mais ou menos o mesmo que um azulejo bom ou até mais caro (material e mão de obra precisam ser de qualidade, senão pra que se meter). Não dá pra economizar aqui.

Então vale a pena ou não - depende se você conseguir encontrar um mestre que realmente saiba o que está fazendo. Se conseguir confiar o trabalho a um profissional com boa reputação, então sim, o resultado vale a pena. Se ficar caçando mestre ao acaso e contar com uma opção barata, é melhor ficar no azulejo.

Não caia na armadilha de achar que microcimento dá para aplicar em azulejo antigo ou em superfícies mal preparadas. É um erro comum que depois gera exatamente os problemas que você está preocupado. A superfície precisa estar perfeitamente limpa, desengordurada e geralmente requer primer. Se você negligenciar isso, aí sim vai trincar e descamar, e depois reformar sai mais caro do que fazer certo desde o começo.

Quanto à praticidade: lavar é fácil, o importante é não usar produtos ácidos agressivos. O microcimento fica fosco com o tempo, o que é até uma vantagem - nele não aparecem manchas e pegadas tanto quanto em azulejo brilhante. Mas pequenos danos ficam bem visíveis, e se algo arranhar, vai aparecer. Selagem com camada superior é parte obrigatória do processo, não é opcional.

Em relação ao preço, sai mais caro que azulejo comum, especialmente considerando o trabalho do profissional, porque é um processo tecnológico e não só uma assentação. Por outro lado, é um revestimento contínuo sem rejuntes, o que realmente tem uma aparência diferente. Se o orçamento permite e você está preparado para precisar de um bom profissional, vale cada centavo. Se está procurando economizar e fazer "rápido", microcimento não é a sua opção.

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