Os que dizem que é música antiga têm razão tecnicamente, mas perdem o ponto. Linkin Park conectou com algo genuíno na angústia adolescente e do início da vida adulta que simplesmente não envelhece, independentemente de quando o disco saiu. "In the End" não soa desatualizada porque a música fala sobre futilidade e aceitação, não sobre tendências passageiras. O sintetizador e a guitarra distorcida são só a embalagem, o conteúdo emocional é o que te transporta pro ensino médio toda vez.
O interessante é que a banda nunca se obcecou em soar "moderno" ou seguir as modas do momento. Outros grupos de nu-metal dos anos 2000 queriam ser mais pesados, mais rápidos, mais extremos. Linkin Park simplesmente fez músicas estruturadas com ganchos melódicos óbvios combinados com vulnerabilidade lírica. Isso é mais resistente ao passar do tempo do que tentar ser o mais legal da década.
Uma coisa que você pode fazer se quer entender melhor por que continua pegando é ouvir seus álbuns mais recentes sem preconceitos. Muita gente fica presa em "Hybrid Theory" e "Meteora" e assume que tudo o mais é inferior, mas se você analisar sem comparar, vai ver que o som evolui mas mantém aquela estrutura emocional que te prende. Aí você entende que não é nostalgia pura, mas que eles realmente sabem construir uma música que funciona.