O ponto que ninguém aqui mencionou é que Frieren funciona porque inverte completamente as expectativas do gênero fantasy. Não é uma história sobre a jornada - é uma história sobre o que acontece *depois* que a jornada termina. Essa mudança de perspectiva é o que realmente cativa as pessoas, porque a maioria dos animes fantasy te deixa com o "e depois?" sem nunca responder. Frieren, em vez disso, diz "ok, a aventura acabou, agora o que fazemos com nossas vidas?" e é uma pergunta que afeta de um jeito diferente.
O perigo, porém, é que se você está esperando um anime de ação tradicional, vai continuar achando chato. Não é esse o ponto. É como quando assisto documentários sobre a vida dos gatos - pareceria monótono se você espera adrenalina, mas fica fascinante se você muda o jeito de observar. Com Frieren você precisa se permitir sair desse ritmo frenético e perceber esses pequenos detalhes que tornam os personagens reais. Os outros estão certos sobre a escrita e a composição, mas a razão verdadeira pela qual todos falam sobre isso é que toca algo mais profundo - a reflexão sobre a mortalidade, sobre o significado do tempo, sobre como os anos mudam as pessoas. Para uma elfa que vive milênios, 50 anos são nada; para os humanos são uma vida inteira. Essa tensão, esse espaço entre duas percepções diferentes da realidade, é o motor de tudo.