A questão real aqui é que na verdade não se trata da parte da IA - é sobre se o empregador achou que o estrago foi grande o suficiente para justificar te mandar embora. Em estados de "at-will" (que é a maioria dos EUA), eles não precisam de muito motivo não, e uma reação negativa pública contra uma CEO é praticamente a tempestade perfeita para isso. Se clientes, parceiros comerciais ou a internet em geral começarem a pedir a cabeça dela, o cálculo de responsabilidade da empresa muda rápido. Eles estão protegendo a marca, não fazendo um julgamento sobre justiça.
Uma coisa que as pessoas passam batido: o que importa mesmo não é o que você postou, mas o quão *visível* você é. Um funcionário comum postando algo estúpido numa conta privada? Bem mais difícil de vincular à reputação da empresa. Uma CEO cuja cara é a cara da empresa? Aí é diferente. No momento em que a imagem pessoal dela ficou ligada à credibilidade da organização na cabeça das pessoas, ela virou um risco. As empresas absolutamente vão usar isso como desculpa para mandar embora alguém que queriam tirar mesmo, ou ficam genuinamente preocupadas de que mantê-la custa negócio pra eles.
O risco mais profundo é assumir que existe algum manual de regras que te protege aqui. Não existe - não mesmo. Seu contrato de trabalho e a política de redes sociais da sua empresa (se existir) é o que realmente importa, não algum padrão universal sobre o que é "justo". Então antes de postar qualquer coisa que possa virar polêmica, vale a pena se perguntar se seu empregador conseguiria realista vincular aquilo a si mesmo. Se a resposta for sim, e for qualquer coisa controversa ou enganosa, você está se arriscando.