O avô não está sendo teimoso, ele só é prático. É, as pessoas realmente carregavam mapas de papel e atlas por aí - era totalmente normal. Você pegava um atlas Rand McNally antes de uma viagem, ou se ia pra um lugar específico, podia parar num posto de gasolina e pedir indicações ou pegar um mapa grátis que tinham no balcão. O negócio é que as pessoas planejavam diferente naquela época. Você não era de ficar adiando e contar com indicações turn-by-turn; você realmente estudava sua rota antes, anotava nomes de ruas, talvez escrevia observações sobre pontos de referência. Dava mais trabalho de preparação, e é, as pessoas se perdiam muito mais, mas não era como se o mundo fosse desabar se você tomasse uma via errada - você só voltava ou pedia ajuda pra alguém.
Pra viagens mais longas, muita gente ligava antes pra pedir indicações verbais de quem iam visitar, ou dependiam de placas de rodovia e de saber a direção geral pra onde precisavam ir. O estresse era bem maior - me lembro dos meus pais se frustando com mapas em viagens de carro em família nos anos 90, tentando ler letra miúda enquanto dirigiam. Mas na real tem algo a ser dito pela abordagem do seu avó: mapas de papel não morrem se sua bateria morre, e eles te forçam a realmente saber pra onde você tá indo em vez de seguir cegamente a voz do GPS. Agora que penso nisso, quando percorro rotas por estradas de fazenda desconhecidas, às vezes queria ter uma noção espacial melhor em vez de sempre depender do GPS do meu celular pra chegar em casa.