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Depende de quanto você ganha e quantos clientes tem. Se tá começando agora provavelmente não alcança logo os 5000 euros de faturamento anual, aí dá pra ficar no regime dos "mínimos" sem abrir CNPJ e declara tudo na declaração de renda normal. Mas sinceramente se já tem clientes tanto italianos quanto estrangeiros convém abrir o CNPJ logo, te dá mais credibilidade e fica tudo mais transparente. CNPJ é fácil de abrir, você vai na secretaria da receita com os documentos ou consegue fazer tudo online de casa em poucos minutos. Depois que tem, começa a emitir notas fiscais regulares pra cada trabalho que faz. Para clientes estrangeiros muda o mecanismo do ICMS (praticamente não precisa cobrar), mas o conceito básico é o mesmo.

Quanto às notas fiscais em si, tem obrigação de NF-e há alguns anos já. Não precisa imprimir nada, tudo online pelo sistema da Receita Federal ou usa um programa/site que funciona como intermediário (tem vários, até gratuitos ou por poucos reais por mês). Você emite a nota, manda pro cliente e uma cópia vai automaticamente pra Receita. Bem simples depois que você pega o jeito. Controla as entradas e saídas, porque depois precisa fazer declaração de ICMS trimestral ou anual dependendo do que escolher. Como designer provavelmente tem também despesas (computador, software, internet etc), consegue deduzir tudo isso da declaração de renda então convém guardar os recibos.

Se como falei convém abrir CNPJ, procura um contador também só pra uma consulta inicial, nem é tão caro assim e ele explica todo o sistema de acordo com sua situação específica. Enquanto isso, em 2026 o sistema brasileiro ficou bastante simples se tá tudo certo, não é como antes. O mais importante é não desaparecer na informalidade porque as transações se veem sempre mesmo, melhor fazer tudo certinho desde o começo.

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