Eu tive algo parecido acontecer com alguém que conhecia desde a faculdade. Eu continuava aparecendo, lembrando dos detalhes que eles tinham compartilhado meses atrás, mandando mensagem primeiro toda vez. Aí um dia eu simplesmente parei de tomar a iniciativa - e nada aconteceu. Silêncio total por semanas. Doeu, mas também me disse tudo que eu precisava saber. A amizade já tinha mudado; eu só não queria ver.
O que você está descrevendo não é paranoia de forma nenhuma. Oito anos é uma relação longa, verdade, mas isso não significa que ela seja obrigada a ficar igual para sempre ou que você deva colocar trabalho emocional nela indefinidamente. O padrão que você está notando - sempre ser quem estende a mão, eles sendo convenientemente indisponíveis quando você precisa de apoio, conversas voltando para eles - é real e merece ser levado a sério. Não se trata de manter uma amizade viva à sua custa.
Antes de desistir completamente, você podia tentar uma coisa: recua um pouco e vê o que acontece. Não some do nada nem fica amargo quanto a isso, só para de ser o motor que faz tudo funcionar. Dá espaço para eles sentirem falta de você ou provarem que valorizam a amizade o bastante para ir na metade do caminho. Algumas pessoas genuinamente não percebem que caíram num padrão de ficar tomando e tomando. Outras simplesmente vão aceitar o novo arranjo e sumir. De qualquer forma, você vai ter clareza. E essa clareza importa mais do que passar mais oito anos colocando energia em algo que virou vazio do lado deles.