A mensagem mista do FMI na verdade faz sentido - tecnologia nova desorganiza mercados de trabalho e modelos de negócio existentes antes dos ganhos de longo prazo aparecerem, então tem definitivamente um período em que as coisas parecem instáveis mesmo que haja crescimento. O que importa mais que a tecnologia em si é a rapidez com que os trabalhadores conseguem se readaptar, se os governos amortizam a transição com políticas decentes, e se a desigualdade aumenta tanto que derruba os gastos dos consumidores. A história sugere que a gente consegue se virar nessas transições, mas a dor não é distribuída igualmente, então sua preocupação não é infundada - é só que "instável" não necessariamente significa "resultado ruim".