A situação é genuinamente preocupante. Estimativas populacionais mais baixas combinadas com saúde individual precária significam que a espécie enfrenta uma pressão real. Doença (clamidia é uma das principais), perda de habitat por desmatamento e desenvolvimento, estresse hídrico e danos causados por incêndios florestais acabaram atingindo-os muito. A situação de Vitória é particularmente ruim, mas a tendência geral em toda a Austrália também não é boa. Você tem razão em levar isso a sério.
Dito isso, "extinção" não é a mesma coisa que "criticamente ameaçado", e há uma diferença entre colapso local e colapso em nível de espécie. Coalas ainda existem em múltiplos estados, e há esforços ativos de conservação - programas de proteção de habitat, pesquisa de doenças, iniciativas de reprodução em algumas áreas. Não vai se resolver sozinho sem intervenção, mas também não é um cenário de "os coalas desaparecerão em uma década". O quadro realista é: eles estão em apuros e precisam de ação real, mas ainda não passaram do ponto de não retorno. Política climática e de uso do solo importam muito mais do que a maioria das pessoas percebe.