O que você esperaria de algo que se mexe em uma tela de 15 centímetros versus um espaço aberto com música ao vivo? As danças folclóricas nunca foram algo congelado no tempo. Cada geração as adaptou segundo onde vivia, que música tinha disponível, como era o espaço onde dançavam. O que você vê no TikTok é exatamente isso: gente jovem descobrindo como fazer isso fazer sentido no seu contexto.
A questão é que uma dança tradicional perderia toda a graça se a galera a recriasse como um museu sem mexer nela. Os passos podem mudar, a música pode ter beats diferentes, a roupa pode ser uma mistura - isso não a torna menos válida, só a torna viva. O que importa é que a gente entenda de onde vem, respeite o que seus avós faziam, e depois faça sua própria versão. Isso é transmissão cultural, não desaparecimento dela.