Não é bom simplificar isso como "China má, Estados Unidos bom" porque a história é mais complicada. Sim, a origem tem muito a ver com a China - ByteDance, a empresa dona do TikTok, é chinesa - mas o problema real que o governo dos Estados Unidos levantava era sobre onde os dados dos usuários eram armazenados e quem tinha acesso a eles. Havia preocupação de que o governo chinês pudesse forçar ByteDance a entregar dados de milhões de americanos, desde localizações até o que veem em seus feeds. Isso não é paranoia; outros governos já fizeram coisas assim antes, então a inquietação vinha daí.
O que aconteceu em 2024 foi que foi aprovada uma lei que basicamente dava um ultimato a ByteDance: venda o app para uma empresa não chinesa ou TikTok é proibido. O argumento do governo era que era uma questão de segurança nacional. Mas aí vem o interessante: a coisa não era necessariamente que Biden queria apagar TikTok da noite para o dia porque sim, mas que buscava forçar uma mudança de propriedade. Foi um movimento bem agressivo politicamente, mas a razão de fundo tinha uma certa lógica do ponto de vista de proteger dados de cidadãos.
A incerteza foi real porque ninguém sabia exatamente o que ia acontecer. As pessoas estavam assustadas, as criadoras de conteúdo pensavam que perderiam sua fonte de renda, e ByteDance também estava numa posição difícil porque vender TikTok é complicadíssimo - é uma plataforma avaliada em bilhões. No final as coisas continuaram evoluindo, mas isso foi o que causou todo o barulho naquele momento.