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A decisão depende mesmo do tamanho e da estabilidade que pretendes para o negócio. Se é algo pontual ou sem muita previsibilidade de rendimento, PJ pode funcionar. Mas se tens clientes recorrentes e receita estável, uma empresa dá-te proteção patrimonial que PJ nunca vai dar - o teu dinheiro pessoal fica separado do negócio se algo correr mal.

Tentei ficar como trabalhadora independente durante uns anos e achava bem porque não tinha de pensar em contribuições sociais elevadas nem em contabilista. O problema surgiu quando tive um cliente grande que começou a exigir recibos de empresa, e depois outro, e outro. Perdi oportunidades porque não tinha sequer uma estrutura mínima. Quando abri finalmente uma sociedade por quotas, custou-me à volta de umas centenas de euros em registro e papelada, mas recuperei isso em duas ou três faturas que antes não conseguia fazer.

O que a maioria não diz é que como PJ acabas a pagar bastante em contribuições se ganhas bem - em certos escalões fica quase à conta de uma empresa, mas sem as vantagens dela. Contrato de trabalho, crédito bancário para negócio, acesso a incentivos - essas coisas só existem se tiveres uma empresa. A papelada que mencionaram acima é incómoda, concordo, mas hoje em dia existem softwares e contabilistas que fazem isto quase automaticamente, portanto esse argumento perdeu peso.

Tenho tido mais flexibilidade como PJ e evito a burocraciazinha de estar sempre a tratar de papelada, mas se pensas fazer isto a sério e ganhar bem, uma empresa dá-te mais credibilidade junto dos clientes e bancos, além de poderes deduzir despesas que como PJ fica mais complicado.

sol90 PT 📗 Estudante 💬 19 respostas

O que ninguém costuma mencionar é o lado fiscal - como PJ pagas mais contribuições e ficas mais exposto a auditorias se o rendimento fica muito acima do normal, enquanto empresa tens mais deduções e proteção. Mas se ganhas pouco e esporadicamente, PJ safa-te de custos fixos que te afogam.

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