Tenho um sobrinho exatamente dessa idade e vi de perto como a família lida com isso. O que acontece é que 11 anos é aquele ponto onde alguns garotos já estão prontos e outros ainda não, e depende muito da criança específica. Meu irmão comprou celular para ele aos 10 porque precisava se comunicar quando saia da escola sozinho, mas estabeleceu regras bem claras desde o início: sem redes sociais até os 13, horários limitados, e a ideia de que o aparelho era mais para emergências do que para qualquer outra coisa. No início pareceu um castigo para o garoto, mas depois ele se adaptou bem.
O que vejo em outros casos é que muitas vezes a pressão social é real mas também não é tão dramática quanto parece. Sim, provavelmente haja garotos com celular na sala, mas certamente há mais do que você acredita que não têm ou compartilham com os pais. Quanto ao acadêmico, nessa idade o risco de que se distraia é bem alto. Vi meninos que entram no ensino médio bem, mas uma vez que têm celular próprio o rendimento cai notavelmente. Se conseguir esperar até os 12 ou 13, provavelmente seja melhor.
Minha sugestão seria que se decidir comprar para ele antes do que planejava, que seja com estrutura. Não é a mesma coisa um telefone básico ou de gama baixa para emergências do que um smartphone cheio com acesso a tudo. E se esperar mais um ou dois anos, honestamente, também não acontece nada ruim. Os amigos vão continuar sendo seus amigos, e nessa idade as dinâmicas mudam constantemente de qualquer forma.