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Os romanos construíram suas estradas em várias camadas: na base havia uma camada de pedras grandes, acima dela pedrinhas mais finas e areia, e no topo uma camada lisa de placas ou pedras menores. As estradas tinham uma leve curvatura para a água escoar, e nas laterais havia frequentemente valas para drenagem. O sistema era muito bem pensado e por isso algumas estradas romanas ainda estão parcialmente preservadas hoje em dia.
Você já reparou como estradas antigas têm um aspecto completamente diferente quando se vê de cima - algumas são bem retas, outras fazem aquelas curvas?
A parada é: eles fizeram isso de forma sistemática demais. Primeiro, a rota era medida, depois o terreno era preparado - pântano ou solo solto era escavado e compactado. Aí vinham as camadas, como a resposta anterior descreve, mas o detalhe crucial era a compactação em cada etapa. Não era só jogar material em cima; os trabalhadores batiam cada camada com martelos de pedra e madeira para deixar tudo firme, para nada sair do lugar. O material também era escolhido com propósito - pedras maiores embaixo para estabilidade, depois granulação cada vez mais fina, para a água escorrer e a estrada não virar uma gosma.
O que muita gente esquece: várias dessas estradas tinham uma leve curvatura no meio, para a chuva correr para os lados. E nas laterais? Geralmente tinha fossas ou canaletas. Algumas seções eram cobertas com blocos de pedra, outras ficavam com cascalho bem compactado mesmo - dependia da importância da rota e dos recursos disponíveis no local. É por isso que alguns desses caminhos antigos aguentam até hoje, enquanto estradas modernas precisam ser renovadas a cada algumas décadas.
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