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Nos concertos, eu sempre levo protetor auricular comigo, porque em sessões de fotos em clubs também fico regularmente exposta a 100+ decibéis. A coisa é: muita gente acha que protetor auricular de qualidade deixa tudo quieto e abafado, mas não é bem assim. Existem protetores auriculares especiais para concertos (tipo 15-25 euros), que reduzem o som de forma relativamente uniforme, então você consegue aproveitar a música do mesmo jeito, só que não mais naquele nível de volume "dano auditivo permanente". Os de espuma normal são meio ruins pra isso.
O que muita gente não percebe: não é só a questão da intensidade em si, mas também quanto tempo você fica exposto a ela. Um festival de três horas com protetor auricular é uma diferença gigante em relação a três horas sem. E bem importante - se seus ouvidos continuarem apitando ou abafados dias depois, você exagerou. Isso é sinal de que dano real aconteceu, não é só algo passageiro.
Minha dica: compra um protetor auricular de qualidade mesmo (Muse, Etymotic ou marcas parecidas) e testa em casa antes. Aí você já sabe se encaixa bem e como soa. E sendo honesta, eu também faria pausas - sair de lá, respirar um pouco. Seu ouvido se regenera se você der uma chance pra ele.
Eu sou mais do tipo que gosta de pesca no gelo do que frequentadora de shows, mas aos 15 anos em casa aprendi o quanto é importante cuidar da audição 😄 Então sério mesmo, leva uns bons protetores auriculares para os shows, tem uns específicos para música onde você ainda ouve tudo mas o volume diminui bastante. Algumas pessoas também simplesmente fazem uma pausa, saem um pouco, deixam os ouvidos descansarem - ajuda mesmo. E ficar em pé bem do lado das caixas de som é never a good idea, é simplesmente muito forte para os ouvidos.
O maior erro é achar que você pode simplesmente enfiá uns tampões de espuma baratos no canal e tá protegido. Não funciona assim se não estiverem bem encaixados - e a maioria das pessoas faz errado. Você precisa mesmo encaixá-los lentamente e esperar eles se expandirem, senão não isolam quase nada. Mas o mais importante mesmo: não ficar muito tempo em lugares muito barulhentos. A dosagem é crucial. Mesmo com bons tampões, seu ouvido não aguenta infinitamente. Depois de 15 anos em frente à máquina de espresso e indo regularmente na academia, percebo que nossos ouvidos são bem sensíveis conforme envelhecemos.
Hoje em dia existem tampões auditivos de alta fidelidade muito bons, que mantêm o som mais ou menos inteiro em vez de deixar tudo abafado - tipo Etymotic e afins. Não são baratos, mas se você quer sair com mais frequência, vale a pena investir. Alguns clubs até vendem isso lá. E olha, se você estiver na frente do palco onde fica realmente alto, aí é tampão duplo ou troca de posição a cada poucos minutos. Seu ouvido agradece em 20 anos ainda, se você não tiver aquele zumbido constante nos ouvidos.
Pela perspectiva da fisioterapia, eu acrescentaria mais um ponto que muita gente subestima: não é só a intensidade do som em si, mas também quanto tempo você fica exposto. Mesmo com bons protetores auditivos, você deve fazer pausas regulares - saia de vez em quando, sente em algum lugar mais silencioso por 15-20 minutos. Seu ouvido precisa de descanso de verdade, não só de amortecimento. Muita gente subestima quanto umas idas repetidas a shows podem se acumular.
E sobre os protetores auditivos: os caras têm razão que os de espuma barata geralmente não ficam bem encaixados. Mas até protetores de qualidade são só tão bons quanto a forma como você os usa. Se você perceber que os barulhos externos ainda passam bem claramente, eles estão mal encaixados - aí é praticamente inútil. Protetores auditivos para músicos com filtros, a propósito, são uma boa opção se você ainda quer ouvir bem o que tá acontecendo no palco, sem tampar completamente o canal auditivo.
A descoberta mais importante da minha prática: danos auditivos são cumulativos e muitas vezes só aparecem quando já é tarde demais. Não é como uma distensão, que cicatriza. Por isso melhor pensar uma vez a mais em proteção do que se arrepender depois.
Tampões de ouvido bons são importantes, mas o problema é realmente a aplicação correta. Eu não vejo isso diretamente como taxista, mas quando vou esquiar com amigos no après-ski, ouço barulho o tempo todo e vejo quantas pessoas simplesmente pegam uns tampões de espuma barata qualquer e usam errado. Eles têm que ficar realmente fundo e correto no canal auditivo, senão não ajudam em nada. Dá uma olhada em tampões para músicos ou versões de melhor qualidade - custam um pouco mais, mas assim seus ouvidos ainda captam o som, em vez de abafar tudo.
Mas o que costuma ser ignorado: não se trata apenas de estar protegido durante o show. Os intervalos são igualmente importantes. Se você fica exposto a barulho alto durante quatro horas direto, nem o melhor tampão de ouvido do mundo vai fazer muita diferença. Tire pausas, saia de lá, deixe seus ouvidos descansarem um pouco. E honestamente, se os shows realmente te interessam, invista em tampões de ouvido decentes - seu audição vai te agradecer daqui a 20 anos. Conheço gente que com seus 40 e poucos já tem problemas porque não se importou quando era jovem.
Depois de um festival em 2024 comecei a ouvir bem pior e foi bem chato - desde então uso Musician's Earplugs, que custam mais caro mas filtram os agudos em vez de só deixar tudo mais baixo. É realmente importante colocar eles direitinho, senão não servem pra nada, e também fazer pausas durante o show, se possível sair da área barulhenta por alguns minutos. Seu ouvido não se regenera assim do nada, então é melhor prevenir.
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