Eu vi pessoas ao meu redor passando por exatamente isso e, francamente, a maioria delas estava entrando em pânico à toa. Os primeiros anos são basicamente seu cérebro no máximo - dopamina, novidade, tudo isso. Cinco anos depois, é, aquele rush químico diminui. Isso não é um problema, é só como o cérebro humano funciona. Os casais que conseguiram passar dessa fase foram aqueles que pararam de esperar as borboletas voltarem e começaram a *construir* algo de verdade.
A armadilha em que vejo as pessoas caírem é confundir "a paixão é diferente agora" com "a paixão acabou". Essas são situações completamente diferentes. Se vocês ainda genuinamente se gostam e querem estar juntos, vocês têm algo sólido. O que mata relacionamentos não é o desaparecimento da intensidade inicial - é as pessoas ficarem entediadas *com o trabalho do relacionamento em si*. Tipo, vocês param de conversar sobre coisas reais. Vocês param de se esforçar. Vocês param de fazer coisas juntos que não sejam só... existir no mesmo espaço. Rotina não é o inimigo; *estagnação* é.
Falando sério: a pergunta não é se as borboletas deveriam continuar aí. É se vocês dois ainda *se envolvem* um com o outro. Vocês têm curiosidade um pelo outro? Vocês fazem um ao outro rir? Vocês conseguem conversar sobre algo que importa? Se sim para tudo isso, a "paixão" que você está sentindo falta é provavelmente só a adrenalina, e tudo bem. Se você está percebendo que não sabe mais o que se passa na cabeça deles, *aí sim* é algo que precisa mudar.