A distinção-chave que todos estão levantando é real, mas a Noruega provavelmente também está preocupada com o fator de normalização. Quando os óculos inteligentes se tornarem um acessório do dia a dia como óculos normais, não há absolutamente nenhum atrito social em usá-los em qualquer lugar - você se mistura completamente. Um telefone levantado na frente do rosto cria um anúncio imediato de "estou gravando", o que pelo menos dá às pessoas uma chance de reagir ou se afastar. Os óculos inteligentes pulam isso completamente, então alguém poderia estar capturando seu rosto, conversas ou momentos sensíveis o dia inteiro sem você nunca saber. É uma coisa bem diferente das preocupações de privacidade que já navegamos com telefones.
O ângulo prático que poderia realmente importar aqui: fiscalização. Você poderia teoricamente exigir que os óculos inteligentes tivessem um indicador visual ativo - como uma luz que está sempre acesa quando gravando - semelhante a como algumas dashcams têm um pequeno LED. Dessa forma o "problema da falta de visibilidade" fica resolvido sem banir a tecnologia completamente. A Noruega poderia estar olhando para restrições temporárias em parte para descobrir se regulamentação (indicadores obrigatórios, geofencing, requisitos técnicos) poderia funcionar em vez disso. É mais complicado do que simplesmente bani-los, mas permite que a tecnologia exista enquanto aborda o problema real, que é a gravação encoberta sem consentimento.
A comparação com telefones é interessante mesmo assim - nós já aceitamos esse compromisso. Você não consegue realistically banir telefones, então a sociedade só aprendeu a conviver com a possibilidade de ser filmado. Mas pegar esse compromisso cedo com uma tecnologia mais nova, antes de se tornar onipresente, dá aos reguladores uma chance de estabelecer regras diferentes desde o começo.