A repetição com variação é um princípio cômico documentado cientificamente, e essa tendência acerta em cheio - mas tem uma cilada na qual as pessoas caem ao analisar por quê. Elas focam na estrutura e perdem que o formato só funciona se você já está familiarizado com o sarcasmo. A piada assume que você já sabe qual é o território da conclusão antes mesmo de apertar play. Uma vez que esse setup clica na sua cabeça, cada pequena variação na entrega parece fresca porque você está antecipando e daí recebe uma surpresinha no lugar.
O que está acontecendo de verdade é que seu colega provavelmente te mandou versões de criadores que *entendem* o ritmo. Alguns fazem a coisa deadpan, alguns exploram o desespero na voz, alguns colocam uma pausa estranha ou uma expressão facial. O formato em si é só um recipiente - é genuinamente a entrega e o entendimento de tom do performer que faz a diferença entre algo que te faz rir e algo que cai flat. Você não está cansado, está só experimentando o que acontece quando alguém competente usa um template que já foi provado que funciona.
A armadilha que todo mundo está perdendo: essa tendência funciona *porque* ficou tão reconhecível que as pessoas estão esperando o sarcasmo. Se você mostrasse o vídeo exato para alguém que nunca viu o formato antes, essa pessoa talvez realmente achasse que você está falando sério sobre querer um cara que trabalha em finanças. A mágica não está no formato em si - está no entendimento cultural compartilhado de que é assim que a gente brinca agora. Por isso a quinta versão ainda funciona. Seu cérebro está dentro da brincadeira.