Quanto estás disposta a reinvestir ao longo dos anos, especialmente se vais manter a casa por 20-30 anos?
Porque a questão não é só custos iniciais vs finais, mas também manutenção e durabilidade ao longo do tempo. Quem te falou de prazos reduzidos diz a verdade: a madeira constrói-se de forma mais rápida, e sim, os consumos energéticos são inferiores. Mas há um detalhe que ninguém sublinha o suficiente: na província de Bréscia o clima é húmido, com variações térmicas importantes. Uma casa em madeira necessita de manutenção mais atenta e consciente, especialmente da estrutura externa e das junções, senão ao longo do tempo podem criar-se problemas de humidade que não notas logo. A alvenaria tradicional é mais "preguiçosa" nesse aspecto: sobrevive aos erros de manutenção ordinária.
Sobre o empréstimo hipotecário, os bancos hoje são menos desconfiados do que há dez anos, mas mantém-se verdade que pedem mais documentação e perícias para a madeira. Não é que te neguem o financiamento, mas pagas taxas ligeiramente mais altas ou tens condições um pouco menos favoráveis. E quando depois tiveres de revender, é um fator: naquela zona a alvenaria continua a ser a referência mental das pessoas, portanto não terás o mesmo leque de compradores.
Os custos iniciais da madeira são muitas vezes efetivamente menores, mas com a mão de obra especializada que custa caro e a manutenção futura, a poupança afina-se. Se o objetivo é viver lá sem pensar demasiado em revendas futuras, a madeira pode fazer sentido. Se pensas que mais cedo ou mais tarde podes vendê-la, fica-te pela alvenaria.