Nas corridas, o principal é que o atendimento médico já está no lugar, e não em algum lugar dentro da ambulância. Quando alguém passa mal durante um evento esportivo, cada segundo é crucial. Por isso nos meias-maratonas geralmente colocam postos médicos a cada par de quilômetros, médicos e paramédicos preparados para o pior - uma parada cardíaca súbita.
Se o corredor cai ou perde a consciência, os médicos logo pegam um desfibrilador (esses aparelhos agora estão em praticamente toda corrida grande), conectam oxigênio, começam a reanimação. A chave é que o tempo de resposta é medido em minutos, não em dezenas de minutos. Além disso, os atletas nessas distâncias geralmente estão em boa forma física, e o organismo aguenta melhor as ações de reanimação.
A gente teve uma situação parecida em um evento - uma mulher perdeu a consciência, o coração dela falhou. Os médicos reagiram em meio minuto, o desfibrilador restabeleceu o ritmo, ela recuperou a consciência ali mesmo. Depois foi pro hospital, fizeram exames, e uma semana depois descobriram que ela tinha uma arritmia oculta. Ela foi salva porque a ajuda estava ali perto e não perdeu tempo chamando a ambulância.