Acho que sua terapeuta está certa, e honestamente, depois de quase 3 décadas correndo para dentro de prédios em chamas, vi o suficiente para saber que isso importa. Quando você está enfrentando um perigo real ou uma perda, o que mantém as pessoas seguindo em frente nem sempre é lógico - é o significado que elas deram às coisas. Um bombeiro corre para dentro de um incêndio por causa do que aquele trabalho significa para ele. Um pai passa pelo inferno pelo seu filho por causa do que aquele relacionamento significa. A parte da "invenção" não torna aquilo falso, assim como uma aliança não é falsa só porque os humanos inventaram o conceito de casamento.
Mas aqui está a coisa - significado não é como uma mentira que você conta para se sentir melhor, mesmo que você esteja tecnicamente construindo aquilo. Seu cérebro realmente *precisa* de uma estrutura narrativa para funcionar. Ele precisa saber por que está fazendo as coisas, o que importa, quais são os objetivos. Sem esse framework, as pessoas desabam. Depressão, ansiedade, burnout - muito disso vem de não ter um significado coerente, não do significado ser "inventado". Já vi pessoas prosperarem com um significado que soa totalmente inventado para outra pessoa, e tudo bem. Funciona para elas.
A questão real não é se o significado é objetivamente real ou falso - é se é *seu* e se realmente te guia para a vida que você quer viver. Se você acredita que seu trabalho importa, que seus relacionamentos importam, que seu esforço significa algo, essa crença muda como você se apresenta todos os dias. Depois de 28 anos e milhares de madrugadas, posso te dizer que essa mentalidade molda tudo. Então importa se é "inventado"? Na verdade, não. O que importa é se te ajuda a viver melhor.