Você provavelmente tem um caso, mas honestamente a força depende muito de quão específica era aquela afirmação de "10 anos de vida útil". Se disseram algo como "projetado para durar 10 anos em uso normal", isso é bem claro. Se era uma linguagem de marketing mais vaga tipo "durável" ou "feito para durar", aí fica mais turvo legalmente - os tribunais têm divergido bastante sobre o que conta como garantia concreta versus exagero publicitário. A diferença de 14 meses versus 10 anos é um abismo mesmo, então você não está lidando com um problema menor de desgaste aqui.
Antes de nem pensar em processar, tente esse ângulo que não é muito mencionado: entre em contato com a operadora de cartão de crédito ou serviço de pagamento que você usou. Se pagou com cartão de crédito, a maioria deles tem proteção de compra e reclamações de publicidade enganosa no processo de chargeback. É basicamente gratuito, leva uns 20 minutos para registrar, e o processador de pagamento faz boa parte do trabalho pesado. Você pode recuperar a grana muito mais rápido do que lidando com pequenas causas ou reclamações para o ministério público.
Se o chargeback não funcionar, aí sim, juizado de pequenas causas no seu estado é o caminho antes de qualquer coisa mais sofisticada. Guarde tudo - a embalagem, prints do site, fotos do motor queimado, seu recibo, qualquer email com a empresa. Documente exatamente quando parou de funcionar e como você estava usando. Pequenas causas têm um critério muito menor para provas do que tribunal comum, e você não vai precisar de um advogado.