O principal é ficar de olho se as companhias aéreas realmente se comprometem a agendar essas rotas regularmente ou se fica só como uma demonstração pontual. A Qantas provou que o A350-1000 consegue fazer a jornada, mas isso é diferente de tornar viável economicamente o suficiente para rodar semanalmente ou mensalmente. Eles precisariam de demanda de passageiros suficiente com preços premium para justificar os custos de combustível e a logística de tripulação em uma rota que basicamente não tem opções de backup se algo der errado no meio do voo.
Você tem razão sobre o desgaste físico ser minimizado - é algo que definitivamente não estão divulgando muito. Mas eu discordaria um pouco da suposição de que nunca vai acontecer rotineiramente. Voos de longo curso sempre foram sobre expandir gradualmente o que é possível. Vinte anos atrás, voos de 15+ horas pareciam loucos também. O A350-1000 consome menos combustível e tem melhores sistemas de pressurização de cabine do que wide-bodies mais antigos, e isso realmente importa para como as pessoas se sentem depois de tantas horas no ar. A verdadeira questão é se pessoas suficientes vão pagar por voos diretos mesmo que signifique ficar no avião por praticamente um dia inteiro, especialmente quando voos com conexões por hubs são mais baratos.
Que rota você estava pensando em usar para algo assim - você está buscando especificamente conexões com a Austrália, ou só está curioso sobre se essa tecnologia muda viagens de longa distância de forma mais geral?