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Descobri que é preciso diferenciar entre o que está escrito no contrato e o que realmente acontece. Comigo foi assim: contratualmente eram 2 dias presenciais combinados, mas nos primeiros meses eu ia mais vezes automaticamente, porque a gente quer conhecer as pessoas e todas as reuniões de onboarding aconteceram presencialmente. Depois de meio ano isso normalizou.

O problema é mais que alguns chefes ou times acabam estendendo os dias quando tem muito trabalho ou quando novos projetos começam. Aí falam rápido de "precisamos trabalhar juntos nesse recurso" e de repente viram 3 ou 4 dias. Algumas empresas são honestas e já dizem de cara que vai ser mais 3 do que 2 - outras é que vai crescendo com o tempo.

O que você pode fazer: pergunta bem específico nas entrevistas como isso é realmente flexível. Não só "2 dias por semana", mas se eles também avançam quando a coisa aperta, ou se os dias são realmente inegociáveis. E tenta descobrir se tem gente que já trabalha lá faz tempo - eles podem te contar direto como a empresa lida com isso. Alguns times se prendem ao combinado, outros não.

Depende muito da empresa e do setor - algumas realmente respeitam isso, outras vão empurrando os dias para cima quando fica estressante ou entram pessoas novas. Em muitas empresas o modelo híbrido é mais uma diretriz do que uma lei rigorosa, e como é realmente flexível no final das contas você acaba descobrindo só quando começa a trabalhar lá. Minha dica: pergunta nas entrevistas de forma concreta como funciona isso na prática e se os dias são fixos ou se exceções são normais - aí você já sabe de antemão no que está se metendo 😊

Sabine62 DE 📗 Estudante 💬 20 respostas

Minha observação é que as empresas muitas vezes não sabem nem elas mesmas o que querem. O que está no contrato é uma coisa - mas aí vêm fases de projeto, novos chefes ou "precisamos de mais colaboração" e de repente devem ser três ou quatro dias mesmo. No começo fica mais fácil virar mais dias, porque "ainda precisa passar por treinamento" e deveria estar presente.

O problema: você descobre isso muitas vezes só quando já está lá. Algumas empresas são honestas e te avisam cedo se fica mais flexível, outras simplesmente empurram goela abaixo. Se a posição é crítica pra você, eu perguntaria especificamente como foi de verdade nos últimos dois anos - não o que o pessoal de RH fala na entrevista, mas como realmente funcionou. Se você conhece alguém que trabalha lá, pergunta pra essa pessoa.

Regra de ouro realista: conte com pelo menos um dia a mais do que foi combinado. Se 2 dias estão no contrato, planeje você mesma com 3. Assim você não leva surpresa e assina tranquila.

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