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A forma separada 'por que' é bem fácil de lembrar quando você pensa em contextos de pergunta ou busca de motivo. Tipo, quando alguém pergunta "por que você não veio?", você tá procurando a razão. Agora, se a resposta vier com a razão embutida, aí sim vira junto: "Não vim porque estava doente". O truque é tentar substituir por "qual é a razão" ou fazer uma pergunta de volta - se funcionar, é separado.
O 'porquê' com acento é um substantivo mesmo, tipo quando você quer falar sobre o motivo como coisa concreta. "Nunca entendi o porquê daquela decisão" - aí você tá tratando a razão como um objeto. Já o 'por quê' separado com acento é mais raro; aparece no final de frases quando você tá fazendo uma pergunta: "Você saiu cedo? Por quê?". Muitíssima gente confunde porque não usa muito assim na prática, internet inteira escreve tudo junto e ninguém reclama, então acaba parecendo que tanto faz.
'Porque' é a conjunção (explica a razão): "Não fui porque estava chovendo". 'Por que' é a preposição + pronome interrogativo ou relativo (faz pergunta ou introduz orações relativas): "Por que você saiu?" ou "Não sei o motivo por que ele saiu". 'Porquê' é o substantivo (a razão, o motivo): "Ninguém entendeu o porquê da decisão". 'Por quê' é 'por que' com acento quando vem no final da frase: "Você saiu por quê?
Você costuma confundir quando escreve ou é mais na leitura que bate a dúvida? A verdade é que o pessoal tende a colar tudo junto, e depois fica aquele caos.
A explicação que vi acima não está errada, mas dá para ser mais prático. Esqueça um bocado as categorias gramaticais e pensa assim: se consegues substituir por "razão" ou "motivo", é **porque** (tudo junto). "Não fui porque estava chovendo" = "Não fui pela razão de estar chovendo". Quando a frase é uma pergunta ou quando tiras a pergunta e fica a faltar alguma coisa - "Por que saístes?" - aí é **por que** (separado). Se estiver no final de uma frase e consegues meter um ponto de interrogação invisível, tipo "Porquê?", então é **porquê** (tudo junto, com acento). E **por quê** (separado com acento) é basicamente o "por que" mas no final da frase: "Fizeste isso por quê?"
O truque é mesmo este: porque = razão; por que = pergunta no meio da frase; porquê = pergunta no final (tudo junto); por quê = pergunta no final (separado). Não é foguetaria, depois habitua-se e fica automático.
A forma mais simples de acertar é pensar em _substituição_: se consegues trocar por "razão" ou "motivo", é **porque** junto. "Não vim porque choveu" = "Não vim pela razão de choveu". Pronto, é sempre assim quando explicas uma razão.
Agora, quando precisas separar em "por que", é porque (desculpa a ironia) estás num contexto de _pergunta ou busca_. "Por que saíste?" é uma pergunta. "O motivo por que saíste" é quando procuras introduzir uma oração relativa. E **porquê** (com acento) é o mesmo que "por que", mas no final da frase: "Não vou. Porquê?" - é como se tivesses uma pergunta implícita no fim. "Por quê?" com acento é a pergunta isolada no final.
Aqui vai um truque que poucos mencionam: escreve a frase em voz alta e vê onde a voz faz pausa. Quando o "porque" é conjunção (explicação de razão), a voz não faz pausa antes dele - soa tudo fluido, "Não vimnãovimnãovim porque choveu". Mas quando é "por que" (pergunta ou relativo), naturalmente fazes uma pequena pausa, como se fossem duas ideias separadas: "Por que... saíste?" Treina isto uns dias e fica automático.
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